Hoje comemoram-se os 20 anos do grande incêndio do Chiado, o coração da Baixa Lisboeta, o centro cultural da capital portuguesa.
Infelizmente, no dia de hoje recordam-se as imagens de 1988 e as palavras de quem viveu a tragédia e tenta-se perceber com os mais velhos como era o Chiado no passado, antes do incêndio...mas como diz o povo "As imagens valem 1000 palavras"...




Os que acompanham o blog ou que me conhecem, sabem que gosto de fotografia, mas tenho uma particular paixão por fotos que nos mostram locais que tão bem conhecemos e que mudaram muito pouco ou que mudaram bastante e têm um elemento que se destaca que se mantém inalterado e tudo o que está em seu redor mudou radicalmente.
Neste caso, foi uma zona que sofreu um enorme incêndio e que tive oportunidade de conhecer ainda antes do incêndio. Recordo-me bem a Rua do Carmo com aqueles mamarrachos de mármore a servirem de floreiras que acabaram por atrapalhar a tarefa dos bombeiros no fatídico dia 25 de Agosto de 1988. Tenho ainda uma recordação vaga de visitar todas aquelas lojas, nomeadamente os Grandes Armazéns do Chiado. Infelizmente não tenho memória dos detalhes arquitectónicos do interior do edifício que oiço tanta gente destacar, já para não falar no glamour que parecia emanar daquela zona de Lisboa, um certo "charme" que se perdeu com o incêndio.
O Chiado sempre foi uma zona elitista, um ponto de encontro e de referência da Lisboa Cultural. Ainda o é hoje, mas o incêndio permitiu que a zona se democratizasse, com tudo que isso pode trazer de bom e de mau.
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