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Diz que os senhores da ACAPOR foram praticar o crime para a via pública e ainda defendem uma "amputação" das nossas ligações à internet, isto é, não acham correcto que eu faço o download de um episódio do Diggnation ou do Tekzilla em menos de 5 minutos ou os álbuns que compro no iTunes. Pagos ou não, estamos a falar de conteúdos legais (já para não falar dos serviços Videoclube do Meo e da Zon e quantidade de canais cabo que transmite filmes e séries).

No mundo em que vivemos, a ligação à internet, é quase tão essencial como a electricidade ou a água (eu que o diga, que tive praticamente sem internet, durante 2 semanas), por isso, sugerir que se acabe com, e passo a citar, “downloads ilimitados”, dos “100 megas” e dos “filmes descarregados em 7 minutos”.
Portanto, posso concluir que, para a ACAPOR, a internet é somente utilizada para realizar downloads ilegais.
Já agora, porque raio tenho que levar com o clip da Pirataria no início dos DVDs que compro?? Se comprei o filme, porque tenho que levar com aquela mensagem?
E já agora, o que dirão as autoridades sobre os crimes que serão praticados em plena via pública...afinal, no seu comunicado, a ACAPOR informa que fará, como forma de protesto, downloads ilegais.
Perante este cenário, parece-me evidente que estes senhores não fazem ideia do que falam e ainda não perceberam que o modelo de negócio mudou. De certeza que não foram os downloads ilegais que provocaram este situação.
No meio disto tudo, o que me choca verdadeiramente é o destaque e a visibilidade que isto ganha na comunicação social. Afinal de contas, foi através da rádio que tomei conhecimento desta iniciativa.
É curioso també, é o facto desta manifestação ter lugar no dia em que foi veiculada a notícia que Portugal entrou no ranking mundial do mercado da fibra óptica em 2009.