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Microsoft Surface

por Phil, em 19.06.12
Microsoft Surface

 

 

Na semana passada, a Microsoft enviou, bem em cima da hora, um convite à imprensa para um evento especial, a realizar em Los Angeles, havendo rumores de que seria um evento importante. No maior secretismo, a Microsoft só anunciaria o local do evento no próprio dia.

 

 

Após muita especulação, finalmente sabemos que a Microsoft decidiu apostar forte no mercado dos tablets, com hardware próprio, usando uma marca já conhecida: Microsoft Surface (não será a opção mais feliz).

 

 

O novo tablet da Microsoft terá 10.6 polegadas e terá duas versões distintas: Windows RT (com processador ARM) e Windows 8 Pro (com processador Intel Ivy Bridge). Em suma, o Surface Windows RT será um tablet mais próximo do que temos visto no mercado e o Surface Windows 8 Pro tentará juntar no mesmo dispositivo o melhor dos dois mundos: Tablet e PC (uma vez que receberá uma versão completa do Windows).

 

 

Microsoft Surface

 

 

Em conjunto com estes equipamentos, temos vários acessórios onde se destacam as cases magnéticas, também elas disponíveis em duas versões: Touch Cover e Type Cover.

 

 

A Touch Cover terá apenas 3mm de espessura e apresentará um teclado multitouch e trackpad, sendo que, o teclado será capaz de medir a pressão sobre a sua superfície e assim distinguir o pressionar das teclas do simples apoiar das mãos. Para quem prefere as teclas físicas, terá a Type Cover, uma versão que terá uma espessura superior.

 

 

 

 

Perante estes dados, gostaria de fazer algumas observações:

 

 

- A Microsoft apresentou o Surface, sem qualquer referência a preços e datas de lançamento, o que é seguramente, um erro grave, para produtos de consumo, como será o Surface. Anunciar "preços competitivos face à concorrência" é claramente insuficiente. Podiam ter apresentado preços e mesmo não apresentando data de lançamento, podiam ter iniciado um processo de pré-vendas.

 

 

- De qualquer forma, não posso deixar de ficar satisfeito com este lançamento da Microsoft. Não porque estarei interessado num equipamento destes (porque não estou mesmo), mas porque é bom ver a Microsoft a entrar neste mercado dos tablets (apesar do atraso de 2 anos), mas fá-lo com um conceito um pouco diferente e distinto dos restantes players do mercado.

 

 

- Agora, que foi apresentado o Microsoft Surface, já é possível compreender a razão pela qual a Microsoft apresentou um sistema operativo tão bipolar como é o Windows 8, com uma vertente Desktop, mas com um outro lado, mais tablet, com o ambiente Metro. Para a Microsoft, já se percebeu que o caminho poderá ser a simplificação e tabletização (posso chamar assim?) dos ultrabooks. O Tim Cook referiu há dias que esse não é o caminho a seguir e que são dois ambientes completamente diferentes. Pela utilização que faço dos tablets, não posso deixar de concordar com a posição de Tim Cook. Ainda assim, não posso deixar de considerar positiva e oportuna a visão da Microsoft, uma vez que os tablet Android estavam a seguir o caminho sugerido pelo Tim Cook. Assim, temos uma terceira via. Só lamento a forma como a Microsoft acabou por fazer um não-lançamento.

 

 

Para quem estiver interessado, poderá ver o vídeo completo do lançamento do Microsoft Surface.

 

 

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publicado às 12:17



8 comentários

De Phil a 19.06.2012 às 14:48

Bingo. Nem mais. E deste um excelente exemplo. O Chrome OS é exactamente o que penso que será o sistema operativo de consumo, do futuro. (que não é o "meu" ou o "teu" sistema operativo, entenda-se)

De francisco feijó delgado a 19.06.2012 às 17:03

Obviamente que ter um tablet mais "potente" seria melhor. O excel funciona bem no iPad? Bem ainda não existe, só algo como o Numbers da Apple que é uma ínfima percentagem do que é o Excel num desktop. A Microsoft diz que vai lançar o Office para iPad nos próximos tempos e vamos ver o que daí sai, mas suspeito que vá ser uma versão simplificada.

A grande questão é que se se trata dum tablet que corre o SO tradicional, como vão funcionar as aplicações? É que o excel não funciona bem sem rato, e terá de ser repensado para o interface táctil. Quando digo o excel, digo todas as aplicações tradicionais de desktop. Essa foi a aposta que durante anos a Microsoft fez, sem grandes resultados (embora reconheça que não tenham posto grande esforço na coisa).

Parece que a aposta da Microsoft é ter mesmo esse híbrido, em que ora se está num mundo (aplicações ligeiras, portabilidade, interface táctil), ora no outro (o tablet quase que passa só a ser um ecrã e voltamos ao teclado + rato, em que o rato é o dedo). É possível que resulte, não faço ideia se as pessoas o vão preferir ou não. Além do preço, há questões importantes como a duração da bateria (especialmente no "mundo" desktop), ou mesmo o input por caneta, que apesar da alergia da Apple, se for bem feito, pode recrutar muita gente.

Em relação a esta afirmação, Bruno, "Quanto ao que Tim Cook diz penso mesmo que a visão dele é um pouco errada, e a apple se calhar poderia apostar em um ipad com OSX tendo a possibilidade de ter um interface IOS..." é não ter noção nenhuma da filosofia da Apple! E quanto ao estarem errados, a longo prazo, a história o dirá, mas o passado recente prova que, até agora, estão tudo menos errados.

De Bruno Gonçalves a 29.06.2012 às 12:15

Quando falei na visão do Tim Cook não estava a falar de smartphones nem de tablets para "brincar".. estava a falar em termos de produção...

Deste um excelente exemplo com o office ;).

De Francisco Feijó Delgado a 29.06.2012 às 14:40

Um tablet (para já) não é equivalente a um computador. Agora essa de ser para brincar ou não, depende do que fazes com o computador. Se és programador, precisas de matlab, grandes folhas de excel, então não dá, ou dá para remediar. Se o objectivo é responder a email, usar aplicações via browser e escrever textos, acho que dá.

Eu não dei o exemplo do office, dei do excel. Embora ainda não sejam equivalentes aos dum desktop, o Pages e o Keynote estão lá perto.

Ter um tablet com Windows normal tem a vantagem da familiaridade com alguns dos programas, nomeadamente o Excel ou, para mim, o Onenote, que é um dos melhores produtos que a Microsoft lançou nos últimos tempos e que ninguém fala. E não tendo duvidas que isso vai apelar a muita gente, eu também não sei quão agradável é usar o Photoshop ou o Excel num ecrã de 10". Pelo que se viu parece que vai dar para ligar a monitores externos e teclados e talvez isso seja suficiente para muita gente.

Veremos se este "duas almas num corpo" num corpo funciona. A minha grande questão é porque é que a Apple não fez isso (na pratica era por um ecrã táctil num Air de 11", trocar a posição do teclado com o ecrã, e tornar o teclado removível e dar a possibilidade de correr iOS). Para mim há três hipóteses:
1) não se lembraram
2) não acham que o resultado seja grande coisa
3) por razões de visão do futuro da computação e/ou de lucro, não querem criar tal híbrido.

Não faço ideia qual é a resposta certa. Na altura em que saiu o iPad não dava para fazer um híbrido muito bom, hoje, não sei.

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