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Vitor Gaspar apresentou alguns números sobre a execução orçamental e como seria esperado (acho que qualquer pessoa com capacidade de gestão conseguia antecipar), as receitas dos impostos caíram 3,5% e despesa subiu 2%.
Perante estes números, questiono se a apresentação dos mesmos não será uma auto-avaliação do desempenho deste governo. E já agora, também aproveito para questionar, se o Governo tem consciência que está a pedir basicamente o impossível, uma vez que o próprio Governo não consegue reduzir a despesa (estão ainda por conhecer, reais medidas para a redução da despesa) e pretende aumentar a receita, cujos impostos incidem sobre valores que o próprio governo tem feito questão de reduzir, através das famosas medidas de austeridade.
Ora bem, então se o valor líquido dos rendimentos, obriga a uma contracção da economia e no consumo, naturalmente que o valor obtido através dos impostos também vai descer. Elementar, diria eu. Mas parece que os senhores pseudo-governantes, ainda não percebeu que as suas decisões provocam alterações no comportamento das pessoas.
Para além disso, temos o problema do desemprego e no assustador número de PMEs que têm fechado em Portugal e o Estado, nada tem feito para prevenir essas falências, por um lado e por outro, não está apresentar medidas para estimular a recuperação económica e a criação de emprego.
E por falar em recuperação económica, parece que houve uma mini-cimeira, com a presença da Alemanha, França, Espanha e Itália. Deixo uma pergunta à senhora Merkl: "Então, a Europa há uns meses tinha 2 países e agora tem 4? Pensava que eram 27!"