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Este post é inspirado num tweet da Catarina Camacho, que conhecerão da RTP. Dizia ela, nesse tweet: "Gosto mesmo da luz de Lisboa".
Nesse momento, lembrei-me que vivemos aquele período do ano que eu mais aprecio, ali entre Abril e Julho. São os meses que mais gosto, mas também é a altura que Lisboa é mais Lisboa. É a Lisboa dos Cravos, é a Lisboa do Livro, é a Lisboa das Sardinhas, é a Lisboa da Luz.
Sim, Lisboa tem uma luz única e fantástica, durante todo o ano. Mas ela é mais especial nesta altura do ano. Infelizmente, não tenho oportunidade de viver a cidade como gostaria. Adorava conseguir acordar mais cedo, mesmo ao fim de semana, para poder andar pela cidade e tomar aquele pequeno almoço tão típico, como é o Galão e a Torrada. Ao fim de semana, acaba por aparecer a preguiça do que não descansámos, durante a semana de trabalho, a mesma que nos rouba tempo para viver a cidade.
Nem a Fotografia me tem proporcionado esses momentos.
Para terminar, deixo-vos com uma letra do Camané, sobre "A luz de Lisboa":
Quando Lisboa escurece
E devagar adormece
Acorda a luz que me guia
Olho a cidade e parece
Que é de tarde que amanhece
Que em Lisboa é sempre dia
Cidade sobrevivente
de um futuro sempre ausente
de um passado agreste e mudo
Quanto mais te enches de gente
Mais te tornas transparente
Mais te redimes de tudo
Acordas-me adormecendo
E dos Sonhos que vais tendo
Faço a minha realidade
E é de noite que eu acendo
A luz do dia que aprendo
Com a tua claridade