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Uma pausa na programação normal, para falar do Benfica, que regressa, mais de 20 anos depois, a uma final europeia. Para lá do lado desportivo e de adepto, não posso deixar de destacar o facto de me ter sentido novamente um puto de 10 anos, a ver o Benfica em Viena ou Estugarda...
Agora, espero que o resultado seja diferente...e de forma humilde e competente, consiga bater o Chelsea na Arena de Amesterdão (e seja, de alguma forma, vingado o resultado da época passada).

Ontem foi dia de Superbowl, o dia da grande final de Futebol Americano. Para muitos é só uma final de um desporto que não acompanham...para outros, só interessa o "Halftime Show" e ainda para outros interessa o impacto que o evento tem.
No meu caso, acho tudo conta. Gostava de acompanhar mais o futebol americano, mas não deixo de acompanhar o impacto que o evento tem no mercado publicitário, no cinema, através dos trailers e do Social Media, que ontem, tornou-se fundamental, por causa da quebra de energia, no 3º Quarter de jogo.
E de facto, ontem, o momento do evento, foi mesmo a quebra de energia...foram mais de 30 mins absolutamente frustrantes...mas teriam assim tão frustrantes?? A ver pela minha timeline de ontem, não me pareceu nada e na realidade recordes foram batidos, naquela que se tornou a plataforma ideal para estes modelos: o Twitter.
Chegados ao intervalo, já o recorde do ano passado de tweets já tinha sido ultrapassado, mas quais foram os picos de tweets?
- Quebra de energia: 231.500 tweets por minuto (TPM)
- Touchdown dos Ravens pelo Jones que percorreu 108 jardas (novo recorde): 185.000 TPM
- Final do jogo. Os Ravens ganham: 183.000 TPM
- Jones faz uma recepção de um lançamento de 56 jardas para touchdown (final do 2º quarter): 168.000 TPM
- Gore fazz touchdown para os 49ers: 131.000 TPM
Portanto, estes números provam que o momento alto foi mesmo a quebra de luz e que isso podia tornar-se um pesadelo para os anunciantes. Ora, o que o Twitter ontem provou é que pode ser precisamente o contrário. Marcas como a Audi (9.000 retweets), Oreo (14.000 retweets) e Tide (1.250 retweets), provaram que aquele momento seria o ideal para promover a sua marca. No caso da Audi, acabou por ser ainda mais irónico, porque o evento decorreu no "Mercedes-Benz Superdome".
Mas ainda existe outra vertente do Superbowl...os intervalos. Ao contrário do que se pensa, não existe apenas um grande intervalo (onde pelo meio, temos um mini concerto de 15mins), mas existem vários intervalos, cujas slots, custam muitos milhões de dólares. Entre esses anúncios, estão alguns dos principais trailers dos filmes que marcam a primeira metade de 2013.
Obviamente, depois temos os anúncios propriamente ditos. Podem ver os melhores spots, no FilmSpot.
Mas um Superbowl não é um Superbowl, sem o "Halftime Show" e este ano, o show contou com a presença de Beyonce e das Destinys Child. E sim, foi espectacular...uma verdadeira diva.
Ainda acham que o Superbowl é um evento que deve ser ignorado??

Muito do que fazemos, na nossa vida, é feito com base numa plataforma de confiança. Por isso, quanto maior a confiança, maior a desilusão, quando esse elo é interrompido.
É essa a sensação que tenho, em relação ao caso de doping do Lance Armstrong. De resto, em meu redor, sinto que todos sentem mais ou menos o mesmo.
Durante a madrugada de hoje, será transmitida a entrevista com a Oprah, onde Lance Armstrong confirmou as acusações de doping. As consequências para o atleta são mais do que evidentes. Todos os resultados conseguidos ao longo da carreira ficarão em causa. Mas falamos de Lance Armstrong e falar de Lance Armstrong é falar de ciclismo e é impossível não associar este caso, a todos os outros casos que surgiram nos últimos anos e que foram tirando credibilidade à modalidade. Considerando o peso que Armstrong apresenta...ou melhor, apresentava na modalidade, é natural que a própria modalidade esteja em causa.
Por muito que se tente defender a modalidade (e atenção, gosto muito de acompanhar o ciclismo, nomeadamente as principais provas, como o Tour), nos últimos anos, a constante desconfiança tem destruído a notoriedade deste desporto. Os comentadores, treinadores e restantes ciclistas têm insistido que se trata de uma modalidade "limpa". O caso de Lance Armstrong e especialmente este caso, coloca absolutamente tudo em causa...tudo.
Após a confissão do Lance Armstrong, estou muito curioso para verificar o que acontece ao ciclismo. Amanhã, quando acordar, não irei obviamente acordar com a notícia que o ciclismo acabou. Mas certamente, que não será o mesmo desporto e muito poderá mudar nos próximos anos.
O Lance Armstrong realmente tinha razão: "It's not about the bike!". Fica por responder..."Então...porquê?"

Nos últimos anos e sobretudo depois da passagem da F1 para a SportTV, que deixei de acompanhar o campeonato. No entanto, desde o ano passado que o bichinho voltou e recomecei a ver através da BBC.
Mas nunca pensei que o campeonato deste ano, depois do domínio dos Red Bull nos anos anteriores, seria difícil imaginar o campeonato que íamos ter em 2012. Finalmente, voltou a ter piada assistir na TV aos "condutores de domingo" (lembro-me desta frase, de uma campanha da Shell, nos anos 90).
Fiquem com dois vídeos de highlights da temporada de 2012.
E para o ano, à conta destes senhores, espero conseguir apostar numa ligação VPN. Mas essa explicação fica para depois.

A Formula 1, viveu alguns anos menos bons. Contudo, nos últimos 2/3 anos, as corridas ganharam outro encanto, sobretudo depois de terem acabado com os reabastecimentos e tem sido um prazer imenso assistir às transmissões sempre emocionantes da SkySports F1.
Deixo-vos um vídeo com o resumo da última corrida, realizada à noite em Singapura. No início, uma pequena introdução de homenagem ao Dr. Sid Watkins, uma figura mítica da F1, que nos deixou há umas semanas atrás. Quem viu o documentário "Senna" saberá certamente de quem estou a falar.

Muito se tem discutido a tristeza de uns...eu prefiro falar do verdadeiro herói que ganhou uma medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos.
Sim, estou a falar de Alessandro Zanardi. Com 45 anos e depois de ter perdido as pernas, foi campeão paralímpico. É impossível não ficar inspirado pela força e destreza deste feito.

Alessandro Zanardi foi piloto de F1, a partir de 1991, pela Jordan, Minardi, Lotus e Williams. A primeira fase na F1, durou até 1995. A partir de 1996, alinhou na Indy CART e foi campeão em 1997 e 1998. Regressou à F1, mas quis o destino que ele voltasse para a Indy CART, sendo que, em 2001, sofreu um brutal acidente, que obrigou à amputação das duas pernas. Mesmo assim e apesar das limitações e das dificuldades, ele conseguiu criar as suas próprias próteses, devidamente adaptadas às suas necessidades e em 2003, voltou ao volante de um automóvel da Indy CART. Entre 2005 e 2009 disputou os campeonatos de WTCC (World Touring Car Champion) pela BMWonde e obteve três vitórias.
Mas o piloto italiano não se ficou pelos desportos motorizados. Em Março de 2010, Zanardi venceu a Maratona paralímpica de Roma. Dois anos depois, após muito esforço, Alessandro Zanardi, nos Jogos Paralímpicos de Londres, conquistou a medalha de ouro na prova de Contra-Relógio em ciclismo.
Obviamente, comecei o post com uma provocação mais ou menos evidente. Tenho consciência que se tratam de situações completamente diferentes, mas parece-me inevitável a comparação e a crítica, mas não posso deixar de destacar a meta que foi alcançada pelo Zanardi. É um exemplo a todos os níveis. De superação. De capacidade de sofrimento. De persistência. De perseverança. De atitude vencedora. De vida.
Noutros campos, infelizmente, não assistimos a nada disso. Sim, consigo reconhecer profissionalismo...mas falta tudo o resto e hoje, Alessandro Zanardi entra para o grupo de pessoas, muito restrito e especial. Felizmente, em Portugal temos alguns exemplos. Assim, de repente, lembro-me imediatamente do João Garcia.

Já aqui tinha feito referência à problemática das estações de televisão, não compreenderem que o espectador é um elemento activo em todo o processo actual de "broadcasting". Nos dias de hoje, a definição de uma programação ou a gestão de um canal é radicalmente diferente do que era há uns anos (e não é preciso recuar muito tempo).
Falei aqui do caso da NBC, que está a dar que falar. As Redes Sociais estão a fazer o resto e as audiências vão ditar o mais importante, sobretudo nos Estados Unidos, sabendo-se do peso que isso representa.
A NBC já tinha sentido na pele, o efeito das Redes Sociais, no caso do despedimento do Conan O'Brien. A NBC estava tão distante da realidade, que julgou que teria sido o próprio Conan a gerar aquela reacção na web, quando a reacção tinha sido espontânea e da audiência que acompanhava o Conan.
Agora, fica a ideia que as proporções são maiores e mais graves. Foi criada a hashtag #NBCFail no Twitter e no Google+ (acredito que o Facebook esteja com um incremento de trafego, relacionado com a mesma situação) e a reacção tem sido esmagadora.
Uma rápida consulta pelo Twitter e Google+, percebe-se a escala.
Deixo-vos um dos exemplos.
As 6 formas que a NBC encontrou para estoirar com a cobertura dos Jogos Olímpicos:
1 - Gravar/atrasar o que está a ser visto em directo no resto do mundo.
2 - Interromper a emissão com intervalos.
3 - Falhar na geografia...estudos sociais...e...
4 - Comentários estúpidos
5 - O stream online só está disponível para clientes de cabo.
6 - Tributo interrompido para a emissão passar para o Ryan Seacrest.

Ah e tal...Ronaldo. Pois...mas nesse campo, sou mais Alex Morgan, ok?
(está presente nos Jogos Olímpicos e representa a selecção norte-americana de futebol)

Os Jogos Olímpicos tornaram-se num evento predominantemente televisivo ou pelo menos, visualmente apelativo para os diversos meios que fazem a cobertura do mesmo. Mas falamos de um evento, que ocorre a cada 4 anos, em que são evidentes as diferenças tecnológicas entre cada edição.
Todos eles são marcados por uma qualquer evolução tecnológica. Não estarei a dizer nenhum disparate, se disser que as edições de 2000 e 2004, ficaram marcadas pela capacidade que aumentar a cobertura televisiva, por causa da massificação dos serviços de televisão por cabo, havendo mais canais a fazer a cobertura dos Jogos. Em 2008, já tínhamos a fibra e a possibilidade de assistir os Jogos em Alta Definição.
Chegados a 2012, os Jogos Olímpicos chegaram a uma era onde o Twitter e o Facebook reinam na web e muitos dos conteúdos vídeo, em HD ou não, são consumidos também na web, em directo ou on demand. Mas fica a ideia que as televisões que obtiveram os direitos de transmissão dos Jogos (ainda faz sentido?), não percebem e continuam a não entender quem são os seus espectadores ou pelo menos, uma parte importante dos seus espectadores.
Muitos de nós, já assiste aos jogos acompanhado de um portátil, de um tablet ou de um smartphone. A capacidade de partilha é imediata, sejam comentários, fotos ou vídeos. Para além disso, com a quantidade monstruosa de conteúdos que existe neste período de tempo, parece-me natural, sabendo que a tecnologia o permite, que eu queira escolher o que me apetece ver.
No caso português, criou-se um canal RTP em HD (menos mal), 24 horas dedicado aos Jogos Olímpicos. A iniciativa é de louvar. Mas ficou aquém do que é desejável. Porque não, associar a esse canal, funções interactivas, que permitam ao espectador escolher um jogo ou uma determinada modalidade. Porque razão tenho que assistir a um combate de judo, entre uma romena e uma japonesa, quando sei, que está a decorrer um jogo de ténis com o Roger Federer? O mesmo é válido para os fãs do Judo. Porque razão têm que levar com um jogo de Ténis (se calhar nem gostam), quando podiam escolher assistir ao combate de Judo. Ainda por cima, em estúdio, a RTP apresenta um video wall com 9 ecrãs. Porque não criar um canal interactivo, com 9 hipóteses de escolha (ou mais)? O MEO já tem o Canal Q, tem experiência dos Ídolos e da Casa dos Segredos. O primeiro não é em directo, mas os outros dois são. Já foi feito e com conteúdo que deixa muito a desejar. Por isso, porque não estender esse know-how para os Jogos Olímpicos e melhorar a experiência enquanto espectador dos Jogos Olímpicos.
Felizmente, foi com surpresa, que verifiquei a existência do site da Eurovisão (www.eurovisionsports.tv/london2012/), dedicado aos Jogos Olímpicos e cuja estrutura, se assemelha, com a proposta que fiz nas linhas acima. Faltará adaptar o interface a um ecrã maior.

Nesta página, podemos assistir a um número elevado de eventos em directo, e mais tarde, on demand. E não ficaria admirado se os senhores da Eurovisão, após os Jogos, revelassem números muito interessantes do tráfego gerado. E como já se encontram na web, facilitam a partilha no Twitter e no Facebook, gerando tráfego para as Redes Sociais e vice-versa. No fundo, como deve ser feito.

Já nas televisões nacionais, não existe integração com as Redes Sociais e Social Media nestes eventos. Nem Twitter, nem Facebook, nem Hashtags. Nada, de nada. E com isto, salto para o outro lado do Atlântico.
Habitualmente, faço referências à realidade norte-americana e faço-o de forma positiva e como exemplo a seguir. Neste caso, é exactamente o contrário. Apesar da existência das Redes Sociais e das televisões norte-americanas até terem já alguma experiência nessa ponte, entre os dois meios, a NBC, a televisão oficial dos Jogos Olímpicos nos Estados Unidos, tem optado pela transmissão com delay e isso incluiu a Cerimónia de Abertura, o que irritou naturalmente os americanos. Enquanto o resto do mundo assistia em directo à Cerimónia de Abertura e ia partilhando o momento no Twitter e no Facebook, os norte-americanos limitavam-se a ler nas Redes Sociais, o que iam assistir daí a umas horas. Escusado será dizer, que muitos viraram-se para os streams menos legais, porque os outros têm restrições regionais. Outro conceito que nunca vou entender. A NBC não aprendeu a lição e já se gerou uma onda nas Redes Sociais, contra a estação americana, porque o mesmo critério continuou para as transmissões de hoje.
De resto, a NBC foi mais longe e nas justificações que apresentou para o delay, referiu que a cerimónia era demasiado complexa para que não fosse acompanhada por comentários. Deixo à vossa consideração, a avaliação destes comentários e desta justificação da NBC (há quem já o tivesse feito).
No fundo, estes Jogos Olímpicos provam que a Televisão e os Direitos Televisivos têm que mudar. A prioridade é o espectador e não o Conselho de Administração das Televisões e dos Operadores de Televisão. O espectador vai encontrar soluções e a médio prazo, serão as Televisões, as maiores prejudicadas, porque elas não encontraram soluções em tempo útil.
Para terminar, uma palavra para a Cerimónia de Abertura, criada pelo realizador Danny Boyle. Há 4 anos, os chineses, tinham elevado muito a fasquia. Imediamente, os ingleses ficaram sob pressão, nomeadamente após a cerimónia de encerramento de Pequim, em 2008.
Mas, os ingleses seguiram outro caminho e apresentaram uma Cerimónia espectacular e que não ficou nada atrás da cerimónia anterior. Como alguém dizia no Twitter, esta cerimónia ofereceu-nos algo que os Chineses nunca iam conseguir: Memória.
E foi mesmo. Grande parte da cerimónia foi uma evocação à memória. À memória e história de Inglaterra e da memória colectiva dos europeus e dos ocidentais. Mas foi também uma cerimónia cheia de simbolismo e culminou na própria Chama Olímpica e o conceito que rodeiou a mesma, na união dos povos em que a chama de cada país, é uma parte de uma única chama.

E para aqueles que gostam de bandas sonoras e gostaram da música que acompanhou a Cerimónia de Abertura, já está disponível no iTunes, a compilação "Isles of Wonder".

Paulo Bento colocou-se claramente a jeito para levar o jogo para os penalties. Demonstrou mais uma vez, falta de coragem e de soluções, quando me parece que elas existem. É verdade que não há tantas como havia noutras selecções no passado recente, mas elas existem.
Hoje, lembrei-me bastante do Scolari, que reconheceu não ter plano B para a nossa selecção. Neste caso, também me parece que Paulo Bento não tem um Plano B, afinal de contas recorreu a 15 jogadores, dos 23 jogadores que levou para o europeu. Não me parece grave que utilize só 15 jogadores (é um torneio pequeno e não dá para entrarem todos). Mais uma vez, aponto a forma conservadora como o fez.
Em vez de assumir o risco, levou o jogo para prolongamento e penalties. A equipa ressentiu-se fisicamente. Varela entra ao minuto 112. Sinceramente, acham mesmo que teria tempo para resolver e contra a Espanha? E o esforço que a restante equipa já tinha feito? E até mesmo na ordem dos jogadores que marcariam os penalties, se notou essa postura conservadora e de pouco risco.
Para terminar, uma palavra para os jogadores e equipa. Finalmente, voltámos a sonhar e apresentaram-se a um nível muito bom, como já não acontecia, desde 2006. O meu muito e muito obrigado.