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Uma pausa na programação normal, para falar do Benfica, que regressa, mais de 20 anos depois, a uma final europeia. Para lá do lado desportivo e de adepto, não posso deixar de destacar o facto de me ter sentido novamente um puto de 10 anos, a ver o Benfica em Viena ou Estugarda...
Agora, espero que o resultado seja diferente...e de forma humilde e competente, consiga bater o Chelsea na Arena de Amesterdão (e seja, de alguma forma, vingado o resultado da época passada).

Ah e tal...Ronaldo. Pois...mas nesse campo, sou mais Alex Morgan, ok?
(está presente nos Jogos Olímpicos e representa a selecção norte-americana de futebol)

Paulo Bento colocou-se claramente a jeito para levar o jogo para os penalties. Demonstrou mais uma vez, falta de coragem e de soluções, quando me parece que elas existem. É verdade que não há tantas como havia noutras selecções no passado recente, mas elas existem.
Hoje, lembrei-me bastante do Scolari, que reconheceu não ter plano B para a nossa selecção. Neste caso, também me parece que Paulo Bento não tem um Plano B, afinal de contas recorreu a 15 jogadores, dos 23 jogadores que levou para o europeu. Não me parece grave que utilize só 15 jogadores (é um torneio pequeno e não dá para entrarem todos). Mais uma vez, aponto a forma conservadora como o fez.
Em vez de assumir o risco, levou o jogo para prolongamento e penalties. A equipa ressentiu-se fisicamente. Varela entra ao minuto 112. Sinceramente, acham mesmo que teria tempo para resolver e contra a Espanha? E o esforço que a restante equipa já tinha feito? E até mesmo na ordem dos jogadores que marcariam os penalties, se notou essa postura conservadora e de pouco risco.
Para terminar, uma palavra para os jogadores e equipa. Finalmente, voltámos a sonhar e apresentaram-se a um nível muito bom, como já não acontecia, desde 2006. O meu muito e muito obrigado.

Com certeza que já devem ter assistido à promo da RTP, sobre a presença de Portugal na meia-final (sim, a RTP esteve em grande) e a promo chegou a um programa espanhol de análise ao europeu.
Veja-se a reacção dos comentadores.
Serve este post, para agarrarmos neste apelo, que é feito nesta promo e pelo programa "Missão Euro", também da RTP:
Vamos pintar o País com as cores da nossa bandeira. Esta quarta-feira, cada português levará consigo,... no carro, para o emprego, na rua,... um símbolo de Portugal: um cachecol, um lenço, uma t-shirt. Na hora de lutar pela final do Euro, PORTUGAL só vai ter duas cores: A COR DA ESPERANÇA E A DO NOSSO CORAÇÃO!

Já o referi, não sou um confesso fã do Ronaldo. Mas não me entendam mal. Falo da "marca" Cristiano Ronaldo. Do CR7, num todo. O folclore em torno de tudo o que tem a ver com o Ronaldo e que nada tem a ver com futebol. É a mãe. É a Irina. São as irmãs. É o filho. É a mãe do filho. A lista é longa.
Mas se essa tal marca existe é porque há jogador de futebol que chegou ao topo do mundo, na brilhante carreira que começou no Sporting, rapidamente se transferiu para Manchester United, depois de um jogo de inauguração do novo Estádio de Alvalade, absolutamente fantástico, que foi um autêntico passaporte para o teatro dos sonhos. Depois disso, há um Real Madrid, títulos europeus de clubes, 2 mundiais (2006 e 2010), 3 europeus (2004, 2008, 2012). Todos os recordes que Ronaldo tem oportunidade de bater, bate. E já se provou na força da natureza que ele é.
Um génio da bola.
Mas nem tudo é perfeito. Apesar desta carreira, as prestações na selecção e nos torneios de verão, como são os mundiais e os europeus, não ficaram propriamente para a história. Mas os recordes começam também a surgir na selecção. Então o que falha? Porque Ronaldo não é consensual, como foi Figo ou Rui Costa?
Deixo as respostas para os entendidos ou pseudo-entendidos (bem curiosa, esta análise realizada pela Rita Fresh, em 2009).
Agora só espero que a passagem às meias-finais, não provoque uma cegueira no país. O torneio é complicado e os adversários muito difíceis e teremos que colocar os pés bem assentes no chão. Para a história fica a foto que ilustra este post.
Aquele momento, aquele enquadramento, com aquela camisola é um belo resumo do caminho realizado até às meias-finais. Como adoro fotografia, este foi um excelente pretexto para publicar este post.
E porque falei no Figo...o que dizer sobre esta reacção ao golo de Ronaldo? Priceless.

E pronto...vou ter que falar mesmo do Ronaldo...ou terei que falar do Paulo Bento?
Finalmente, Ronaldo apareceu no Euro 2012. Ou já terá aparecido?
Sinceramente, parece-me que o Ronaldo já tinha aparecido, mas as estratégias adoptadas pelo Paulo Bento, colocaram o Ronaldo numa posição ingrata. A realidade é que Portugal finalmente corrigiu alguns erros e Ronaldo jogou onde deve jogar. Coentrão foi mais ajudado, as transições apareceram e lá está...o colectivo e as individualidades também apareceram. A registar o péssimo início de jogo e o sempre constante medo e receio do Paulo Bento, ao não colocar outro jogador, na substituição do Nani.
Sim, o Ronaldo esteve bem, mas eu também gostava de destacar o colectivo e houve jogadores que estiveram muito bem, como o Pepe na defesa. João Pereira na acção ofensiva e o magistral passe para o primeiro golo, finalmente as transições do João Moutinho que eu pedia há tanto tempo, o jogo muito bom do Nani e claro, as jogadas fantásticas que o Ronaldo nos habituou ao longo da época no Real Madrid.
Mas o propósito deste post, foi mesmo o vídeo que se segue, um emotivo comentário do jornalista Nuno Matos, da RDP-Antena 1, no segundo golo do Ronaldo. É impossível não ficar indiferente.
A terminar, ainda uma palavra para o suposto blackout que os jogadores fizeram na zona mista, em solidariedade com as críticas ao Ronaldo. Compreendo que talvez não tenha sido a melhor forma ou ocasião para o fazer, mas os jornalistas já se tornavam mais inteligentes e oportunos nas perguntas que fazem ao jogadores. Sendo essas perguntas previsíveis e sentindo o tom crítico do próprio Paulo Bento, esta reacção não me surpreende.

Andava aqui a ponderar escrever um post sobre o Ronaldo, mas como evito ao máximo escrever sobre futebol, por causa das reacções que provoca, acabei por não publicar mesmo o post. Optei por publicar um vídeo que mostra o momento em que os adeptos irlandeses cantam o "The Fields of Athenry", quando a Espanha abusava no extraordinário jogo que fazia e a Irlanda perdia 4-0. São adeptos extraordinários e ganharam o meu respeito em 1995.
Infelizmente, não há registo disso na web, mas na qualificação para o Euro 96, Portugal fechou a qualificação no antigo Estádio da Luz, com uma vitória por 3-0 contra a Rep. Irlanda e com a presença de 20 mil irlandeses e não me canso de dizer e repetir, a honra que foi poder ter estado presente no Estádio, nesse jogo. Não só por causa do que estava em causa, do jogo que foi, mas pelo ambiente criado. Apesar da chuva, apesar do resultado, os irlandeses mostraram mais ou menos, o que o mundo viu ontem. Eu lembro-me bem e fico sempre arrepiado. Desde esse invernoso dia em 1995, que nutro um enorme respeito pelos adeptos irlandeses.
Para memória futura, aqui fica um resumo desse jogo. Infelizmente, não tem o momento que eu gostaria de mostrar.
Daqui a umas horas, saberemos se a candidatura conjunta Espanha/Portugal, ganhará a possibilidade de realizar o Mundial em 2018 ou 2022.

No entanto, gostaria de referir que não me identifico em nada com esta iniciativa. Se fui um total defensor da realização do Euro 2004 (apesar de não concordar com o número de estádios), em relação a esta candidatura ao Mundial, já não sinto a mesma empatia.
A conjuntura económica não é a mais favorável e faz-me um pouco de confusão ver a organização em conjunto com Espanha e não estou sequer a falar da secular rivalidade entre os dois países. Simplesmente, acho no mínimo estranho, um país como Espanha, precise de se associar a Portugal para organizar um Mundial, um país que já teve oportunidade de organizar um Mundial em 1982.
Bem sei que são outros tempos, mas uma potência do futebol como é Espanha e o seu principal campeonato de clubes, em condições normais, não teriam necessidade de organizar um Mundial em conjunto com Portugal. Logo, fico com grandes dúvidas sobre o verdadeiro retorno que Portugal poderá ter.
Por isso, não sou um apoiante da iniciativa e espero que a coisa fique ali para os lados da Ásia.
Ora bem...como bom português passamos das portagens e de um assunto importante para todos nós para o futebol.
Diz que ontem empatámos com o Brasil e garantimos a passagem aos oitavos de final. Mas já viram bem aquilo que nos espera?

Para sermos os melhores, teremos que jogar contra os melhores, mas o cenário vai ser negro...
Actualização: Em virtude do comentário do PedroCS, decidi fazer um calendário do que poderá ser o quadro acima, se os resultados mais esperados, se tivessem confirmado, uma vez que se nota claramente que os pesos pesados estão tendencialmente para o lado de Portugal. Verifiquem lá a diferença...
