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Na manhã de hoje, três notícias passaram-me pelos ecrãs e por algum motivo, achei que havia uma relação entre elas e podia ainda acrescentar uma outra, que fazia referência aos números sobre as salas de cinema, no último fim de semana, sendo o pior dos últimos dois anos.
Mas vamos ao que importa.
Jorge Jorge Letria, presidente da SPA, revelou à TSF, que "Há autores consagrados que não conseguem editar livros", no mesmo dia em que um dos elementos da banda The Curimakers, confessa quanto recebeu da SPA, a quantia de 0,01€ relativa aos direito de autor do ano de 2012.
De resto, a questão dos valores relativos aos direitos de autor, não são uma novidade no blog. Em Março de 2012, já tive oportunidade de publicar alguns dos valores que são pagos a um escritor.
Portanto, quando a SPA revela que os autores não conseguem editar, também é preciso compreender, se não o fazem, é porque não vendem ou porque não recebem o valor que deveriam receber. Na mesma notícia, é referido que, as editoras portuguesas cortaram no número de edições e na quantidade de exemplares impressos de cada obra e que vai ser solicitado o apoio do Estado (estou curioso para saber, em que sentido vão pedir a ajuda do Estado).
Mas os dados revelados pela SPA, não esclarecem, no que diz respeito às vendas de e-books. Acredito que haja uma redução no mercado. Mas também acredito que alguma dessa redução, é compensada pela compra de e-books, que não seguem exactamente as mesmas regras dos livros em papel.
Contudo, não deixa de ser irónico que a SPA, que não cumpre o seu papel, venha queixar-se que os autores não conseguem fazer chegar as suas obras ao público, quando, nunca como agora, esse acesso foi democratizado e qualquer um de nós, tem ferramentas que permitem publicar facilmente uma obra. Obviamente, que os novos circuitos funcionam à margem da SPA. Escuso de dizer que a curto prazo o papel da SPA deixa de fazer sentido e serão os seus sócios a perceber isso.
Para finalizar e fazendo uma ponte com as novas formas de publicação de obras, não posso deixar de destacar a entrevista do filósofo Anselm Jappe ao jornal Público, em que é colocada a questão: "O que faremos se o sistema já não conseguir criar trabalho?"
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"Mas o sistema é um "castelo de cartas que começa a perder peças". E é tempo de repensar o conceito de trabalho" |
Podemos concordar ou não, mas não podemos ficar indiferentes com as palavras de Jappe. O paradigma está a mudar. Temos novas formas de obter o nosso rendimento. Há evolução tecnológica. Há novas necessidades. Há novos recursos para explorar. Há novos modelos de negócio para criar. É preciso reconhecer essas alterações e dar o passo em frente (apesar da constante pressão de certo lobbies).
Repito, entidades como a SPA, estão ultrapassadas. Fazem parte de um século que já ficou para trás há 13 anos. O mesmo se aplica à Europa, que está agarrada a uma União, que de união tem muito pouco. Dizem que a história se repete...e se calhar repete-se mesmo, porque temos novamente uma Alemanha, a reconhecer que os países do Euro terão que ceder a sua soberania. Pergunto, se a Alemanha também estará disposta a fazê-lo.
Uma coisa é garantida...o mundo começou a mudar em 2001, numa certa manhã de Setembro...13 anos depois, ainda não percebemos que mudança foi essa e para onde caminhamos.
Como diria, José Hermano Saraiva, vamos continuar a ter "noite de luar, a Serra de Sintra e o Tejo a correr para o mar". Pessoalmente, gostava de ter esta visão optimista, mas olhando o mundo que nos rodeia, fica um pouco complicado.

Algo de muito errado está acontecer nos EUA. E não falo necessariamente dos recentes acontecimentos em Boston. Curiosamente, apesar da aparente liberdade para a compra de armas, os dois irmãos fizeram o que fizeram, com recurso a outros meios, mais artesanais. Mas isso daria outra discussão.
É impossível ficar indiferente e achei que devia regressar ao blog para abordar a questão das armas e dos americanos, depois de ter visto o alerta do movimento "Moms Demand Action", que publicou um conjunto de imagens que mostram que algo está realmente muito errado.
Estas são as principais imagens da campanha...
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Os ovos Kinder foram banidos por causa da segurança das crianças. |
| O "Capuchinho Vermelho" foi banido porque levava uma garrafa de vinho no cesto. | |
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O Dodgeball foi banido, porque foi considerado violento. |
É verdade que a cultura das armas está severamente enraizada na cultura norte-americana e é comum ouvir o argumento da 2ª Emenda da Constituição norte-americana para defender a posse de armas. O que eles ainda não perceberam foi que o principal ou principais problemas é perceber que tipo de pessoas adquire armas e que tipo de armas. Mas, a ver pela última votação (que foi chumbada) no Congresso, só teremos novidades, depois do próximo tiroteio ou massacre.
Também gostei de ouvir o João Miguel Tavares no Governo Sombra, sobre esta temática. De facto, os norte-americanos têm uma capacidade invulgar de encarar estas situações e rapidamente criam heróis, prestam homenagens e fazem o luto. Mas é tudo muito plástico e efémero. Daí a poucos muitos já ninguém se lembra do sucedido ou criam um dia especial, com recurso a rotinas e momentos de evocação, que pouco ou nada ajuda as famílias afectadas ou ajuda a prevenir futuros ataques ou tiroteios.
Há dias, o congresso chumba uma revisão da lei das armas e Newtown cai no esquecimento. Rapidamente, Boston também será esquecido e os americanos não farão um esforço em compreender porque razão, dois jovens refugiados, acolhidos nos EUA, acabam por cometer um acto deste género. Não basta colocar-lhes um rótulo de "terroristas". É preciso ir mais além. Mas, sabemos que não o vão fazer e daqui a uns meses ou anos, estaremos a ter novamente esta discussão.
Para finalizar esta reflexão, deixo-vos com o vídeo da campanha do movimento "Moms Demand Action".

É verdade que o Obama perdeu algum do brilho inicial, quando ganhou as eleições em 2008. A fasquia ficou muito alta, em parte pela expectativa que o próprio Barack Obama ajudou a criar.

De qualquer forma, o discurso da tomada de posse do segundo mandato, que só agora tive oportunidade de ver, é absolutamente exemplar e até especial. Apesar das recorrentes acusações de que o Presidente Obama é socialista, a verdade é que as suas políticas são de facto, mais viradas à esquerda, sobretudo em 5 áreas: armas, alterações climáticas, direitos dos gays, lei da imigração e defesa dos programas sociais.
Mas isso não é necessariamente mau, embora os republicanos não achem o mesmo, os mesmos republicanos que ainda são a maioria no Congresso, têm dificultado a tarefa de Obama.
Tal como no primeiro mandato, não acredito que o Obama consiga cumprir a sua agenda, mas este discurso é obrigatório.

Durante uma grande parte do século XX, tivemos o Estado Novo. Agora, parece que o nosso Governo está absolutamente empenhado em criar um Novo Estado.
Passos Coelho já lhe chamou "Refundação do Estado", sem conseguir sequer explicar no que consistia esse conceito. Mais tarde, surge o famoso relatório do FMI, que parecia ser um guia para essa refundação, em que se tentava repensar as funções do Estado, sobretudo o papel social do Estado.
Hoje, começava a conferência "Pensar o Futuro - um Estado para a Sociedade", que foi iniciado pela ex-dirigente do PSD, Sofia Galvão. Na sua intervenção inicial, estabeleceu como "ponto prévio" da conferência a necessidade de "criar condições para um debate aberto, livre, profundo, participado e construtivo".
Até aqui tudo bem. A questão é que a mesma conferência está absolutamente condicionada, sobretudo na sua cobertura jornalistíca e aquilo que pode ou não ser dito, para lá da própria conferência.
Só para se ter uma ideia, não poderá haver registo de imagem e som, para além da sessão de abertura e de encerramento, sendo que, os jornalistas podem manter-se na sala, mas não poderão ser publicadas citações, sem a expressa autorização dos citados. No final do dia poderá ser enviado um "clip de um minuto" produzido pelo Portal do Governo, com alguns excertos dos painéis de debate.
Segundo a organização estas condições foram aceites por todos e pela comunicação social. A verdade é que a grande maioria dos jornalistas presentes no evento, entre os quais a Agência Lusa, a Antena 1 e a TSF, e o jornal Público, decidiu não aceitar aquelas restrições, optando e muito bem, por sair da sala.
Não é de agora, que tenho a impressão que temos uma comunicação social com pouca qualidade e com pouca força junto do poder. Espero, sinceramente, que esta situação, se torne num click para uma mudança de atitude na comunicação social, porque é a própria democracia que está em causa.
No entanto, quando terminava este post, descobri que o jornalista da TVI, Filipe Caetano, está a tweetar directamente do evento e com a hashtag #confportasfechadas, ignorando e bem, as regras definidas inicialmente.

Podia falar da Pepa e da campanha falhada da Samsung. Podia falar da Sumol e das alternativas ao sumo de laranja. Podia falar do relatório do FMI e da marioneta em que se tornou o governo português, em especial o Carlos Moedas, que veio elogiar o documento. Mas vou falar de algo mais...como direi...relevante.
De forma recorrente, sempre que há um tiroteio ou massacre nos EUA, a sociedade civil e os media voltam a discutir a lei da posse de armas (que consta da 2ª Emenda da Constituição). O assunto torna-se mainstream durante alguns dias, até novo tiroteio e assim sucessivamente.
A questão é que a forma dramática como morreram crianças numa escola em Newtown, lançou verdadeiramente a discussão e uma das principais faces nos media foi o jornalista inglês Piers Morgan, que podem ver diariamente na CNN. Sendo um antigo director de um tablóide inglês, é fácil vê-lo a oferecer o corpo às balas. Já o tinha feito no caso Obamacare (em que tentava mostrar como bom exemplo, o sistema nacional de saúde britânico) e depois do tiroteio em Newtown, decidiu tomar partido a favor de um maior controlo na posse de armas.
O resultado foi a criação de uma petição para a deportar o "cidadão inglês" Piers Morgan, porque alegadamente emitiu uma opinião contra a 2ª Emenda da Constituição Americana.
Sinceramente, não esperava ver este tipo de reacção em pleno sec. XXI, nomeadamente nos EUA. No meu tempo, isto seria considerado xenófobia, atendado à liberdade de expressão...é só escolher. O autor da petição foi o jornalista ou pseudo-jornalista Alex Jones e ele foi convidado do Piers Morgan, para uma amigável confrontação em directo, na CNN. Vejam a primeira parte desse programa e tirem as vossas conclusões (sinceramente, não consegui ver mais do que a primeira parte).
A reacção contra Piers Morgan foi tão agressiva que a Casa Branca veio confirmar que ninguém será deportado e antes de olharem para a 2ª Emenda, é preciso garantir a 1ª Emenda, a que faz referência à Liberdade de Expressão e de Imprensa.
De resto, o próprio Presidente Obama publicou uma resposta em vídeo.
Mas vamos voltar à 2ª Emenda e vamos tentar perceber o que está em causa. Como sabemos, nos EUA está enraizada a cultura das armas e a sua posse. Felizmente, como diz o Presidente Obama, a maior parte das pessoas é responsável. Mas há ainda uma percentagem que representa um problema. E a ver pela frequência de casos (ainda hoje, houve mais um tiroteio na Califórnia), o problema parece ser mesmo preocupante.
O grande problema da 2ª Emenda é a sua antiguidade e a margem que abre para a sua interpretação, uma vez que foi adoptada originalmente a 15 de Dezembro de 1791. Em 2008 e 2010, tentou-se esclarecer objectivamente qual era a interpretação da 2ª Emenda...mas chegamos a 2012 e o resultado está à vista.
Há dezenas de anos, a Constituição norte-americana foi sujeita a alterações, por causa da famosa Lei Seca. Portanto, não estamos perante um documento absolutamente blindado a alterações. Os americanos gostam muito de recorrer às leis criadas pelos "founding fathers", mas a Constituição actual já não é a original e parece-me que estão reunidas todas as condições para repensar a 2ª Emenda ou pelo menos, que sejam criadas regras mais apertadas para a aquisição de armas.
Por outro lado, a ex-congressista Gabrielle Giffords, uma vítima do tiroteio no Arizona em Janeiro de 2011 e foi com agrado que vi a criação do movimento "Americans for Responsible Solutions". Também me parece que o Presidente Obama parece quer resolver o problema. Pelo menos, assim parece.
Pessoalmente, acho esta reacção contra o Piers Morgan exagerada e parece-me que existem todas as condições para limitar a posse de armas e simultaneamente, garantir o cumprimento da 2ª Emenda (embora eu preferisse a revisão da mesma).
No entanto, gostava de terminar num tom mais positivo...ou humorístico, perante tanto disparate...

Ontem foi transmitida mais uma reportagem, que vem comprovar que vivemos num país de cobardes e mentirosos, que prejudicam o país e as contas públicas, para obter um benefício, através de uma rede de interesses, que já começa a ser reconhecida facilmente: ex-governantes.
Desta vez, falamos do grupo GPS, proprietário de um conjunto de empresas, que operam em diversas áreas de negócio e a reportagem da TVI incidiu sobre as escolas privadas, que são proprietariedade de geridas pela GPS, com recurso a dinheiros públicos.
E mais uma vez, as pessoas que lideram estas empresas, que se apelidam de inteligentes e competentes, não conseguem, à frente de uma câmara e confrontados com determinada documentação, argumentar minimamente para se defender. Ficam-se pelos habituais: "Não sou jurista.", "Acho que íamos alterar notas?" ou "Sei lá, fechámos as portas a cadeado porque as portas abriam à noite."
Estas respostas, demonstram não só a total incompetência para ocupar um lugar ou função (tal como o Miguel Relvas...eu não me esqueci), como demonstram um profunda falta de inteligência e imenso talento para praticar a chamada "Cobardia".
Enfim, este é só mais um caso, do tipo de gestão que é feita em Portugal...a "Gestão do Amigalhaço".

Já aqui tinha destacado a notícia da promulgação do Decreto que prevê a Reorganização Administrativa de Lisboa. Mas, na prática, o que acontecerá no dia 13 de Novembro, data a partir da qual entram em vigor as alterações aprovados no Decreto 90/XII.
Este post, é sobretudo direccionado para os moradores da nova freguesia do Parque das Nações, concelho de Lisboa. De qualquer forma, alguns pontos podem interessar aos moradores das freguesias que serão sujeitas a fusões.
Em suma, a Freguesia do Parque das Nações será uma realidade jurídica a partir da próxima terça-feira, dia 13 de Novembro. Esta nova situação levanta algumas interrogações práticas, que a AMPCN esclarece no seu site, e tomei a liberdade de partilhar no blog, para que todos possam ficar esclarecidos.
O que irá acontecer a seguir, será a pergunta que muitos farão. Apesar de ser informações provisórias, aqui ficam alguns esclarecimentos e sempre que se justificar, a AMCPN publicará as informações actualizadas e eu terei todo o prazer em replicar as mesmas.
- A freguesia existirá, juridicamente, a partir do 5.º dia após a publicação da Lei n.º 56/2012, ou seja, a partir do dia 13 de Novembro. A partir dessa data, o Parque das Nações está no concelho de Lisboa. No entanto, a instituição em concreto da Freguesia (ou seja, a tomada de posse dos órgãos da freguesia) apenas ocorrerá após as eleições autárquicas do próximo ano.
- Até lá, a gestão do Parque das Nações far-se-á directamente pela Câmara Municipal de Lisboa, sem intervenção das freguesias. Esta gestão iniciar-se-á no dia 1 de Dezembro, quando a ParqueExpo deixa de assegurar a gestão urbana do Parque. A gestão urbana implicará, pelo menos inicialmente, a manutenção de todos os contratos (de limpeza, etc.) actualmente em vigor.
- Seis meses antes das eleições autárquicas, será nomeada pela Câmara de Lisboa uma comissão instaladora, que irá preparar as eleições e a instituição em concreto dos órgãos da freguesia. Esta comissão incluirá representantes das duas câmaras a que pertencia a área e ainda de cidadãos eleitores nomeados pela Câmara Municipal de Lisboa.
Em relação às questões concretas, estas serão resolvidas gradualmente ao longo do próximo ano. Nomeadamente:
- Morada.
Todas as moradas do Parque das Nações passam, a partir de terça, para a localidade “Lisboa”. No entanto, esta alteração não tem qualquer efeito em termos de distribuição de correio. Os CTT continuarão a distribuir a correspondência, mesmo que as moradas mantenham as localidades anteriores. Assim, não é necessário solicitar a alteração de morada junto de qualquer entidade. No entanto, em contratos e contactos futuros, devemos indicar a nova localidade, tendo, no entanto, noção que os sistemas informáticos demorarão algum tempo a actualizar os códigos postais. Com o tempo, todas as moradas serão actualizadas.
- Cartão do Cidadão.
Ninguém é obrigado a mudar o cartão do cidadão, a não ser por decisão voluntária, até porque a indicação da freguesia já não existe no cartão.
- Recenseamento.
Quem já está recenseado como habitante do Parque (numa das três freguesias anteriores), ficará recenseado na nova freguesia, sem necessitar de fazer novo recenseamento. Quem não está recenseado nesta área, deve fazê-lo o mais rapidamente possível. A criação das listas eleitorais será assegurada pela comissão instaladora da nova freguesia.
- Água.
A determinado momento nos próximos meses (provavelmente, muito em breve), as facturas da água passarão a ser emitidas pela EPAL em todo o Parque das Nações. A AMCPN tentará lutar para que o preço da água seja o do concelho de Lisboa já a partir de dia 13 de Novembro.
- Finanças, Conservatórias, Câmaras, etc.
A transição será feita oficiosamente, ou seja, de forma automática. Não é necessário pedir a alteração de morada junto das finanças, conservatórias, etc. Em relação aos impostos, é nosso entendimento que devem ser aplicadas todas as taxas e impostos correspondentes a Lisboa a partir de dia 13, a AMCPN irá verificar esta informação de forma precisa o mais rapidamente possível.
- Autocarros da Carris.
A Carris deverá considerar todo o Parque das Nações como parte do concelho de Lisboa já a partir de terça. A AMCPN irá lutar para que o valor dos passes sociais e bilhetes reflicta esta realidade o mais rápido possível. Nada impede que cada utente reclame, individualmente, pela reposição dos valores urbanos (e não suburbanos), referindo a Lei n.º 56/2012, que altera os limites da cidade de Lisboa a partir de dia 13 de Novembro.
- Escolas.
A AMCPN irá continuar a lutar pela criação de mais escolas e pela a ampliação das já existentes. A AMCPN irá ainda tentar garantir que os futuros órgãos da freguesia assumam esta luta. Para já, algo é certo: não poderá haver argumentos para impedir o acesso de todos os habitantes do Parque das Nações às escolas do Parque das Nações.
- Centro de Saúde.
A AMCPN irá ainda continuar a acompanhar o processo de construção do Centro de Saúde do Parque das Nações. Em relação aos centro de saúde actuais, cada utente pode manter-se no actual, se assim o desejar.
Como referi, sempre que se justificar, publicarei todas as actualizações que surgirem sobre este tema. De qualquer forma, podem acompanhar a AMCPN no Facebook ou no seu site oficial (disclaimer: Não tenho nada a ver com os senhores. Sou apenas um cidadão interessado).

Na passada sexta-feira, dia 2 de Novembro, o Senhor Presidente da República (sim, ainda temos Presidente) promulgou o Decreto 90/XII, da Assembleia da República, que consagra a Reorganização Administrativa de Lisboa e, consequentemente, a criação da freguesia do Parque das Nações.
Sim, o que motivou escrever este post, foi a criação da freguesia do Parque das Nações, mas é preciso dizer que toda a cidade de Lisboa, com esta promulgação também será sujeita a um conjunto de alterações, para além da alteração das fronteiras a norte, com ganhos territoriais em relação a Loures, mas também a redução e natural fusão entre freguesias.
Então, quais são essas alterações?
São fundidas as seguintes freguesias do concelho de Lisboa e a nova denominação:
- São Francisco Xavier e Santa Maria de Belém: Belém
- Campo Grande, São João de Brito e Alvalade: Alvalade
- Alto do Pina e São João de Deus: Areeiro
- São Mamede, São José e Coração de Jesus: Santo António
- Mártires, Sacramento, São Nicolau, Madalena, Santa Justa, Sé, Santiago, São Cristóvão e São Lourenço, Castelo, Socorro, São Miguel e Santo Estêvão: Santa Maria Maior
- Lapa, Santos-o-Velho e Prazeres: Estrela
- Santo Condestável e Santa Isabel: Campo de Ourique
- Mercês, Santa Catarina, Encarnação e São Paulo: Misericórdia
- Anjos, Pena e São Jorge de Arroios: Arroios
- São Vicente de Fora, Graça e Santa Engrácia: São Vicente
- São Sebastião da Pedreira e Nossa Senhora de Fátima: Avenidas Novas
- São João e Penha de França: Penha de França
- Charneca e Ameixoeira: Santa Clara
E finalmente, é criada a freguesia do Parque das Nações, que unirá partes de 3 freguesias: Olivais (Lisboa), Moscavide e Sacavém (Loures), cuja área corresponde à área de intervenção da Expo 98.
Mantêm-se, com redefinição dos seus limites, as seguintes freguesias:
- Ajuda
- Alcântara;
- Benfica;
- São Domingos de Benfica;
- Marvila;
- Beato;
- Lumiar;
- Carnide;
- Olivais (antes Santa Maria dos Olivais);
- Campolide.
Promulgado o decreto, quais são os próximos passos? Pois bem, a fim de promover as ações necessárias à instalação dos órgãos autárquicos das
novas freguesias, serão nomeadas comissões instaladoras, que funcionarão no período de seis meses que antecede o termo do mandato autárquico em curso, sendo que, estas novas comissões terão a função de preparar a realização das eleições autárquicas e executar todos os demais actos preparatórios estritamente necessários ao funcionamento da discriminação dos bens, universalidades, direitos e obrigações da freguesia ou freguesias de origem a transferir para a nova freguesia.
Nas freguesias resultantes da fusão de freguesias já existentes, as comissões instaladoras, nomeadas pela câmara municipal, são compostas pelos presidentes das juntas de freguesia fundidas e por um representante da Assembleia Municipal de Lisboa, indicado pelo plenário.
A comissão instaladora da nova freguesia do Parque das Nações, nomeada pela Câmara Municipal de Lisboa, será composta por um representante da Câmara Municipal de Lisboa, por um representante da Assembleia Municipal de Lisboa indicado pelo plenário, por um representante da Câmara Municipal de Loures, por um representante da Assembleia Municipal de Loures indicado pelo plenário, por um representante das juntas de freguesia de origem, por um representante das assembleias de freguesia de origem e por cidadãos eleitores da área da nova freguesia em número superior aos restantes elementos.
Às comissões instaladoras cabe, também, a definição do local da sede da freguesia.

A frase é do Pedro Aniceto e é uma excelente síntese da missão liderada pelo Basílio Vieira e que resultou nas melhorias no acesso pedonal do lado Norte à estação de Santa Apolónia, em Lisboa e que será mais fácil a partir de sábado.
Depois de vários protestos dos moradores da zona, liderados pelo incansável Basílio Vieira, a Refer vai abrir uma das portas laterais da estação que dão para a Rua dos Caminhos de Ferro. Esta passa a ter sentido único e passeios mais largos.

O ponto do alto desta conquista, foi a Marcha dos Atropelados realizada na Entrada Norte da Estação de Santa Apolónia no dia 15 de Maio. Hoje, podemos dizer que a Marcha cumpriu o seu objectivo. Apesar de não ter sido atingido o objectivo principal, conseguiu-se uma solução de compromisso e mais uma vez se provou que lutando pelas vossas convicções, é possível mudar a vossa rua, o país e o mundo.

Num momento em que a Europa navega sem comandante e uns puxam para um lado e outros puxam para outro, é bom verificar que o povo começa a despertar verdadeiramente.
Até o El País, considera que Portugal se tornou no primeiro rebelde dos países resgatados, depois do recuo da subida da Segurança Social, por pressão dos portugueses e posterior realização do Conselho de Estado.
Entretanto, vão surgindo na web, cada vez mais reacções ao estado a que chegámos e cada um, tenta reagir, da melhor forma possível. Foi assim com o pessoal do "Acorda Portugal". O vídeo já faz sucesso nas Redes Sociais.
Aqui fica o vídeo e respectiva letra.
Acorda
O teu ombro já não espera
E traduz essa palavra
Que me olha
E é assim que o povo resiste
É lutando que a vida insiste
Sono sem sonho
Medo sem coragem
Somos barco á vela
Livres na viagem
E é assim que o povo resiste
É lutando que a vida insiste
E é gritando sobre o asfalto
Que a nossa voz fala mais alto
E é assim que o povo resiste
É lutando que a vida insiste
E é gritando sobre o asfalto
Que a nossa voz fala mais alto
Acorda
O teu ombro já não espera
E traduz essa palavra
Que me olha